Sinceramente eu não entendo, aliás entendo perfeitamente o porquê, que os Estados e os governos tem uma obsceção por tentar exterminar a cultura, o modo de vida, ou melhor, qualquer forma de vida que não seja a judaica-cristã, européia, ocidental. No caso dos Mapuches é latente a perseguição do Estado chileno a este grupo, chega a ser de extrema vergonha a disparidade judiciária que se apresenta, algo inimaginável, imcompreenssivel, irracional. Isso me lembra a questão do DNIT com o tratado feito com os Guarani que moram na beira da BR 116, da Barra do Ribeiro rumo a Pelotas, na qual esta relatou que não irá cumprir o acordo firmado. Sonhe com isso então. Bom no caso dos Mapuches a repressão é barbaresca ao extremo, manifestação histórica de um Estado branco europeu, que além da tentativa histórica de genocídios, tenta agora através de leis infundadas legitimar um cárcere completamente descabido e burro.
José Huenuche Reiman, Ramón Llanquileo Pilquiman, Héctor Llaitul Carrillanca e Jonathan Huillical Méndez na sua luta permanente representam heróis de uma resistência legitima, antiopressora, antidominadora. A lei absurda antiterrorista chilena chega a ser um folclore e uma anedota, declarar num julgamento obscuro, 25 anos de prisão por uma suposta tentativa de homícidio a policiais e a um promotor de justiça, sendo que agora querem passar para agressão, isso na realidade demonstra o quanto é desconfiável e imprecisa a justiça. Agora depois de uma greve de fome de quase 90 dias por parte dos presos, a Corte Suprema Chilena negou a nulidade do julgamento e diminuíram as penas para 3 e 4 anos, só pode ser brincadeira, na medida em que vendo o equivoco que cometeram a justiça tenta amenizar, porém sem tirar a culpa, o delito por parte dos indígenas, numa luta fundiária de direito a um povo originário. LIBERDADE AOS MAPUCHES!


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