sexta-feira, 24 de junho de 2011

De Pelotas até Bagé

    Uma coisa que não sai da minha cabeça e até não entendo, aliás até entendo o porquê disso é o caminho entre Pelotas e Bagé pela BR-293. Seguramente uma rota importante como são outras pelo Estado e pelo Brasil. Passando por Capão do Leão, Cerrito, Piratini, Pinheiro Machado, Candiota e Hulha Negra, nota-se uma riqueza de paisagens simples mas muito ricas em campo, cerros e coxilhas. É claro que alguém irá falar que é bairrismo e como dar importância a algo do campo e rural, ou seja, dos grotões. Bem é claro que a idéia não de colocar o contexto desse lugar como o melhor ou mais importante, mas sim coloca-lo num fator de memória que se construiu e se desenvolve a partir de idéias. Mas assim sendo entre ovinos, gadarias e parrerais se constrói um cotidiano rural, um sentimento que se desenvolve em poemas e canções como chacareras do Prata que querem nos dizer algo e se aplica como uma luva neste sentido. Não indo muito além, denotamos o olhar e o sentimento de quem chega e de quem vai, a passeio ou a trabalho, alegre ou triste, espontâneamente ou obrigado. Pois bem, nesse sentido se navega num campo antropológico extremamente importante de várias faces e visões que só quem é platéia dessa cena conseguiria entender. A imagem que aí está acima é na parte que compreende a Piratini.

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